sábado, 14 de janeiro de 2012

O que posso fazer?

exclamacao-interrogacao De repente me dei conta de algo muito valioso: a vida. Eu já cansei de ver, falar, escrever, repetir e, exaustivamente, anunciar e denunciar como o homem pode ser tão perverso, maldoso e fazer do sagrado algo tão profano e desprovê-lo de todo seu elemento mágico, não no sentido sobrenatural, mas de mistérios, coisas das quais não conseguimos revelar.

Lia sobre C. S. Lewis, aliás o primeiro livro do ano. Ali foi onde comecei a me dar conta de que, se quero fazer e ser a diferença nesse caos todo, preciso dedicar minhas forças, esforços, meditações e orações para algo já mencionado anteriormente e que você irá encontrar em algum espaço desse blog se tiver paciência de procurar: a máxima da minha vida – amar e mudar as pessoas importa mais.

Pensei sobre as coisas, como andam e minha resposta diante delas, nisso percebi a vida.

Dias depois abro o Facebook e vejo uma marcação de uma foto minha. Preciso transcrever a legenda:

“É obvio, que não poderia faltar você! Bom, acho que não tem nenhum álbum meu que você deixa de aparecer! Você é e sempre será meu amigo do coração! Muito obrigado por todos os momentos felizes e os momentos de reflexão que você me proporcionou! Mesmo você dizendo que ''Burguesia fede'' e que ''Uma geladeira com acesso à internet não serve para nada, é inútil'', você é uma das pessoas que eu mais respeito e que sinto um carinho tremendo por você! Te Amo!”

Essas palavras entraram no meu coração e me dei conta das coisas que posso fazer. Ser amigo, pai, pastor, conselheiro, andar junto e estar lado a lado de quem quer e precisa de um ombro amigo, não por dó, generosidade, barganha ou sentimentos vulneráveis, mas pela simples e sincera questão central e transformadora de toda a realidade humana: amar e mudar as pessoas importa mais.

Essa ocasião foi como um estopim de algo iniciado em fevereiro do ano passado, mas que tomou tamanha proporção e, por isso, necessita dessa reflexão. O tempo de escrever o Terceiro Lado da Moeda acabou. Minhas incursões nesse blog chegaram ao fim com esse post e, a partir de agora, me dedicarei a lançar um site; pessoal, com meu nome, minha cara e uma essência.

Minha palavra de agradecimento aos meninos e meninas, amigos, colegas, mestres e companheiros de batalha. Finda o Terceiro Lado da Moeda, pois agora sei o que posso fazer.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Para perder a fé na humanidade

image O chão da minha sala é de um piso frio, bastante velho e cuja aparência retangular de cor marrom lembra, com nostalgia, uma velha casa de campo de algum interior de Goiás. Ele transmite o silêncio do ambiente, sendo quebrado apenas pelo barulho do motor da geladeira, também idosa, mas nem tanto quanto este.

E então anda uma formiga. Sim, em casa temos formigas! Não era uma daquelas pequeninas cujas mordidas causam tremenda irritação por conta de seu potente veneno. É das grandes, as chamadas saúvas! Desorientada parece ter perdido o rumo… Anda para lá e para cá, parece não saber exatamente para onde ir.

Fito-a. Poderia esmagá-la e retirar-lhe a pobre vida que ainda lhe resta. Decido não fazê-lo e permito que minha mente volte novamente ao seu estado de elevada insatisfação moral.

Momentos antes o desorientado era eu (?). Parece que quando nos deparamos com situações onde nos sentimos perdidos por não saber o que deve ser feito, nos remetemos a formiga perambulando pelo assoalho frio de casa.

Jogar futebol sempre me apeteceu. Nunca fui um daqueles chamados logo por primeiro nas escalações dos times escolares ou mesmo com os amigos, mas gosto de jogar e ter uma bola nos pés e correr pela rua, gramado ou areia. E, com isso, percebo grandemente como as saúvas poderiam se sentir.

Era só uma brincadeira de rua: dois para cada lado, golzinho de três passos tamanho 40, uma bola e boas risadas! E eu era a saúva.

Durante o jogo constato o fatídico momento em que uma garota beirando seus 14 anos, de cabelos loiros, rosto fino e orelhas em abano surge com um cigarro nos lábios! Oras, um tradicional como eu [não] compreende a razão disso, mas aceito o fato até que a mesma se dirige para um dos meninos que lá estavam e coloca o vício em seus dedos. Ele não o aceitou por uma única razão: eu estava ali, vendo. Naquele momento senti como se aquela velha história de que os olhos do Senhor estão sobre todos, contemplando os bons e os maus (Provérbio de Salomão) fizesse todo sentido: a questão para ele não era um problema moral, mas puramente ético – fumar na minha frente seria uma afronta ao próprio Deus!

Para onde vou? O que faço? Virei saúva. Estava perdido?

Sim, perdido. Durante aquela fração de segundo só me recordava de que, há algumas semanas, conversávamos sobre história, filosofia e espiritualidade. O mesmo garoto que havia demonstrado tanto interesse por esses temas estava, agora, negando o fumo pela única razão expressa de ver uma saúva desnorteada no asfalto!

Para ele não havia uma razão ontológica para negá-lo, outrora a presença da desorientada formiga. Ele poderia tê-la esmagado, mas, por algum motivo desconhecido, não o fez. Possivelmente o peso da censura o impedia de fazer os dois fatos: dar um pito ou tirar-me a vida. Se tivesse uma decisão para qualquer lado, abrandaria meu sofrimento e minha desilusão por estar ali tão perdido como a saúva no ladrilho de casa.

Sartre não ignorava o fato de nossa liberdade e admitia seu grande peso sobre nossas existências. E isso tudo era somente uma questão de existência, afinal, como bem constatou o filósofo, ela precede a essência. Gostaria de raciocinar os porquês, mas não me sinto capaz de fazê-lo enquanto tento encontrar meu caminho de volta para o convívio daqueles que são iguais a mim, porém, já me questiono se isso é possível.

A minha carinhosa formiga continua vagando sem encontrar o caminho que todas seguiram. É provável que ela também entenda o fato de que as demais não são como ela e, por isso, não é ela quem está perdida, outrora as outras.

Melhor matá-la, afinal, ela já está morta.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A Essência das Escolhas

Por alguns dias que se passaram, conversei algumas vezes com um grande amigo e ele sempre se remeteu a uma frase: “Eu não sei que escolha devo tomar. Estou confuso.”

Vocês todos já pensaram na escolha certa? Quando eu digo isso, não quero que se remetam a escolha de uma profissão, eu quero que pensem sobre quem verdadeiramente são.

Muitos batem no peito e garantem a sua firmação, quando não conhecem sua verdadeira essência.

Você já escolheu seu ídolo? Aquele que te inspire a seguir uma conduta e aquele em que você se baseia para tomar uma atitude? ATITUDES, a palavra chave de tudo isso. Como em 15 minutos conseguimos tomar uma decisão que faz mudarmos alguns de nossos conceitos, eu não consigo entender, de verdade. Não sei se sou a pessoa mais recomendável para servir de conselheiro, mas vá atrás de sua essência, pare de ser superficial, pense nas suas atitudes com todos. Maldito mundo narcisista que faz com que todos apenas pensem em si e faz com que todos queiram apenas viver de uma falsa aparência.

Descubra quem é, e quem quer ser verdadeiramente; pense nas verdadeiras escolhas que elas vão indicar quem você é.

Você vive hoje uma vida que gostaria de viver por toda a eternidade?

 

Por Thiago Diogo.

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